domingo, 19 de abril de 2009

tudo ficção

eu, Jéssica Hayne , menina de apenas 15 anos , moradora da cidade de Quirinopolis- Go , me descubri com uma doença , uma doença terminal , onde os medicos não souberam me dizer que doença era essa , só me deram um prazo , um prazo de vida de apenas um ano .
meu mundo , acabou.
desmoronou
se jogou a penhasco abaixo
como ?
eu menina bonita , saudavel até , tanto para viver , agora fui limitada , a apenas um ano de vida
e meus planos , tantos amores para viver , tantos erros para me redimir, como fazer isso tudo em apenas um ano ,
não tinha como , e eu me conformei com isso
me foquei em apenas viver , sabe ?
viver mesmo a vida , com intensidade, sem ter limites
afinal o tempo era curto e a minha vontade de viver era grande.
Minha mãe , ficou muito triste e se sentiu culpada , pensando nisso , ela veio até Quirinopolis e me levou para Brasilia , para ficar mais perto dela , para poder curtir sua filha nesse último ano de sua vida.
Minha vó, que era a pessoa que eu morava no interior, ficou muito chatiada, ela não aguentava mais perder mais uma neta.
Cheguei em Brasilia , Brasilia não era mais aquela cidade dos meus sonhos , afinal , meus sonhos eram cinzas e Brasilia deixou de ter as cores do arco-iris, e aquela cidade aderiu as cores cinza e preto para mim .
meu olhar deixou de produzir brilhos , e passou a ser baixo , e vazio.
Não via alegria em coisa alguma , não via cor , não ouvia o son das musicas, os doces deixaram de ser doces , as flores deixaram de ser belas , o riso perdeu o significado , a graça perdeu a graça.
Meu celular toca , era minha amiga , me chamando para sair , afinal , eu estava em Brasilia , e o tempo corria, o ano passava cada vez mais de pressa , e eu aceitei .
Vejam só minha determinação , naquele estado terminal. Eu queria viver , apesar de não ter motivação.
Minha amiga , passou em casa era 8 horas da noite , saimos , fomos para um bar qualquer , beber uma bebida qualquer , bebi muito , e muito , e nesse bar qualquer , encontrei uma menina qualquer, levei ela para minha casa , depois de uma noite , de muitas risadas sem graças , e de muito beijo e sexo , durmi , durmi com essa garota, de manhã , a chamei para tomar um café , e ela tomou , o meu café com chocolate amargo , Viviane.
Na próxima noite , sai com meu amigo Tauan , ele me propos algo mais calmo , fomos então para o parque da cidade , anoite o parque da cidade não é tão calmo , mas estavamos lá , andando,
conversamos muito , rimos muito e choramos muito tambem , voltei para casa e durmi sozinha.
Foi assim meu primeiro mes, com muitas saidas e encontros com garotas , e meus companheiros.
No segundo mes , eu quis me apaixonar , eu precisava de ter um motivo maior , eu precisava de me erguer , então marquei um segundo encontro com viviane , a menina qualquer, saimos , conversamos , e a partir dali fiquei sabendo como ela era , era linda , e a escolhi pra ser minha paixão, segundo mes , foi só um més de duas garotas apaixonadas
ainda no segundo mes , começei a proveitar coisas novas , coisas que me diziam que eram ruins , eu pouco ligava onde eu ia terminar a noite , onde eu estaria quando o sol nascesse , eu queria mesmo é viver , e ter o máximo de sensações possíveis , foi pensando nisso que eu usei minha primeira droga , Heroina , fiz várias brincadeiras com o nome dessa preciosa , de fato foi minha heroina por uma noite ,
só a noite passar e eu ver que lixo eu era.
O mes se passou e seguindo pro terceiro mes eu fui e eu fui me sentindo vazia , e vazia e vazia , e eu conversei com minha mãe para deixar-me ir , ela me perguntou pra onde
e eu disse a ela que queria ter uma pessoa , um pouco de mim aqui , na terra , eu queria ser mãe , com 15 anos , no meu último ano ,
e ela disse que teria que pensar a respeito , afinal cuidar de uma segunda Jéssica , não era fácil .
depois de uma semana , depois de tanto pensar , ela me entregou a chavez do carro , e disse vá
e eu fui , fui para longe , atraz do pai que eu queria para minha filha , fui parar em uma cidade pequena , chamada Joinville , encontrei o pai , contei a ele o que estava passando , ele com muitos problemas como sempre , os deixou de lado , e ficou ao meu favor , voltei no final daquele mes grávida.
Chegando em Brasilia , ninguem ficou feliz , digo , minha mãe , ficou , ela teria uma neta , um pouco de mim , mas sua filha iria embora , depois de tanto aproveitar , decidi que queria passar os nove meses que me resta com minha mãe e com minha filha .
e assim foi , é verdade que a tristeza me enchia os olhos de lágrimas sempre que eu via o quarto da minha filha sendo arrumado , ou sempre que chegava as tardes e eu olhava para minha mãe , com o olhar fundo, me olhar de volta.
Muito triste , muito triste era minhas noites , noites que eu durmia e acordava , sem sonhos , sem pensamentos , sem imaginação . Até que um dia , com minha barriga já grande , pois se passará cinco meses e minha filha ja estava dando chutinhos para dizer
' oi mamãe eu estou aqui com você '
aqui , me apertava tanto , tanto , que eu não estaria com ela mais , quando ela nascesse , nesse dia eu estava refletindo sobre alguem , que havia perdido , Lucas F.
resolvi mandar-lhe uma carta, uma carta dizendo que o amava e que eu estava a partir do mundo,
escrevi aquela carta e com muita dor e receio pois sei que eu talvez não seria correspondida, a mandei
os meses foram se passando , e carta alguma chegava para mim , minha filha foi crescendo dentro de mim , dei a ela o nome de Eduarda , para poderem chama-lá de Duda . Minha mãe foi ficando cada vez mais angustiada pois estava chegando o dia, estava próximo duda já tinha oito meses , e aquele mar negro de tristezas estava me cobrindo até a cabeça , não me deixando respirar.
eu estava anciosa.
No dia vinte e sete de setembro senti minha primeira consequência da minha doença , eu avia caido , e quebrei a perna , quase que perco a Eduarda , essa era a pior consequência da minha doença , tudo que acontecia comigo me deixava mais vunerável a maior consequencia , então era fato que eu não suportaria o nascimento da Eduarda , aquilo me exprimia , apertava meu coração de tal forma , eu estava curtindo tanto ter uma filha , ler livros para ela , conversar com ela , e eu nem ao menos ia ver seu rostinho .
Meus dias de tristeza foi chegando ao fim , no dia 24 de outubro senti minhas primeiras e últimas contrações , corremos para o hospital , onde minha filha Eduarda nasceu , aquele chorinho mais meigo , que eu ainda tive a honra de escutar , meus batimentos param caindo e caindo , ate que aconteceu , eu parti
deixando minha filha para minha mãe
deixando viviane
o pai de minha filha
deixando minha mãe
e todos aqueles que eu amo
uma semana de muita tristeza para muitos e eis que na porta do correio toca , o carteiro chegando com a carta de Lucas F. o amor da minha vida.

de . Hessica Hayne

Um comentário:

Anônimo disse...

Agora que arrumo um macho para de correr atras do namorado das outras